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Audiência Pública na Câmara debate dificuldades e desafios no fornecimento de energia em Camaçari

Publicada em: 01/04/2026 09:01 -

Audiência Pública na Câmara debate dificuldades e desafios no fornecimento de energia em Camaçari

 

 

 

A recente instabilidade no fornecimento de energia elétrica em Camaçari foi o centro de um intenso debate na Câmara Municipal nesta terça-feira (31/03). Atendendo a uma convocação da Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte, representantes da Neoenergia Coelba foram interpelados por vereadores, membros do Executivo e pela sociedade civil sobre a recorrência de interrupções no serviço.

 

O vereador Vagner Bispo (PSB), que presidiu a mesa ao lado dos parlamentares Sales Brito (PSD), Jackson Josué (União) e Luisão (Republicanos), abriu a sessão destacando o contraste entre o crescimento do município e a qualidade da entrega energética. “Embora reconheçamos o esforço da concessionária, há localidades, sobretudo na zona rural, que carecem da atenção e da dignidade que merecem”, pontuou.

 

 

 

O Raio-X dos Investimentos

 

A supervisora Ana Magali iniciou a defesa da concessionária apresentando a magnitude da operação no estado: a Coelba é hoje a terceira maior distribuidora do país, atendendo 6,7 milhões de clientes. No recorte local, o supervisor de operações Luciano Coelho detalhou uma curva ascendente de investimentos em Camaçari, que saltou de R$ 41,81 milhões em 2023 para R$ 53,32 milhões em 2024 e R$ 117,72 milhões em 2025, totalizando R$ 212,8 milhões em três anos.

 

Segundo a empresa, o aporte foi direcionado à modernização tecnológica, com equipamentos telecomandados que permitem o restabelecimento remoto da energia, além da construção de 344 km de novas redes e um novo alimentador para a região de Guarajuba. Dados da companhia indicam que a média de tempo sem energia caiu de 6 horas para 3 horas em 2025, embora o cenário de 2026 enfrente o desafio sazonal das fortes chuvas.

 

 

 

Embate Técnico: Podas e Postes

 

A interface entre a rede elétrica e a arborização urbana foi um dos pontos de fricção. Diego Ramires (SEDUR) e Hindeburgo Teles (SESP) ressaltaram a necessidade de uma cooperação mais técnica entre a Coelba e a prefeitura, uma vez que o crescimento acelerado da vegetação na zona rural exige podas que transcendem o caráter paliativo feitas pelo município.

 

No campo parlamentar, o vereador Luisão questionou a exploração comercial dos postes pelas empresas de internet, enquanto Jackson Josué elevou o tom ao apresentar provas visuais de negligência. O parlamentar exibiu a foto de um poste com a base rachada há mais de 15 dias sem reparos, cobrando celeridade na manutenção preventiva para evitar tragédias.

 

 

 

A Voz da Comunidade

 

O momento mais crítico da audiência deu voz aos cidadãos. Relatos dramáticos como o da moradora conhecida como Gorda da Mangaba, da região da Cascalheira, evidenciaram o lado humano da crise: a moradora relatou apagões diários que duraram até 24 horas, colocando em risco o armazenamento de medicamentos refrigerados.

 

Representantes de localidades como Chácaras do Jorro, Barra do Pojuca e a Vila Agrícola também registraram queixas. O Dr. Rubens, porta-voz da Vila Agrícola, denunciou a espera protocolar por padrões de energia e extensão de rede que se arrasta desde o ano passado. Em resposta, Luciano Coelho comprometeu-se a colher os dados específicos dessas demandas para apresentar proposições emergenciais e mitigar o impacto dos "curtos-circuitos" causados por fatores externos e falta de infraestrutura.

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